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Industrialização e produtividade: entenda como as inovações tecnológicas estão impactando na construção civil

Data de publicação:

28 de setembro de 2023

Categoria:

Conx

Leitura:

8 minutos

Pesquisa recente divulgada pela FGV IBRE, mostra que apenas 34,6% das empresas incorporam sistemas pré-fabricados de construção em suas obras 

 

Estudo intitulado “Produtividade do Trabalho no Brasil: Uma Análise Setorial desde 1995”, divulgado no blog do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) em 24 de maio de 2023, destaca a tendência negativa da queda do desempenho da produtividade na construção civil brasileira (medida pelo valor agregado por hora trabalhada) ao longo do período de 1995 a 2022. 

 

O estudo observou que o setor da construção, juntamente com a indústria de transformação, contribuiu para essa queda. Neste período, enquanto a eficiência em sistemas de produção registrou uma redução de 0,89% ao ano, a taxa de rendimento na construção civil diminuiu a 0,62% ao ano.

 

Quais são os impactos causados pela ausência de novas tecnologias na construção civil?

Em 2020, segundo dados das Contas Nacionais, as pequenas construtoras contribuíram com 29% do valor agregado setorial e 42% do consumo intermediário na construção civil. No entanto, a lucratividade nesse setor foi apenas 20% do valor total das empresas.

 

Essa diferença de produtividade ocorre, pois nos casos de produção ao nível familiar na construção, há menos investimento em tecnologia. Já na construção formal, os processos tendem a ser mais eficientes, por conta de uma melhor gestão de projetos e uso de mão de obra qualificada. 

 

Dessa forma, grandes construtoras e incorporadoras, apresentam uma produtividade relativamente mais alta, atingindo 79% da produtividade das empresas industriais em 2020, segundo as Contas Nacionais. 

 

No entanto, nos últimos 14 anos, o  desempenho das empresas de construção apresentou queda em todos os setores, conforme a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC). Por exemplo, a produtividade nas empresas de Serviços Especializados diminuiu 1,22% ao ano, na Infraestrutura foi reduzida em 0,72% ao ano, enquanto no segmento de Edificações houve uma melhora de 0,92% ao ano.

 

Além disso, é importante notar que o rendimento pode variar nos  diferentes segmentos da construção, com obras de edifícios industriais e infraestrutura geralmente apresentando um índice maior de eficiência em comparação com obras de acabamento, que são mais intensivas em mão de obra. 

 

Ou seja, a falta do uso de novas tecnologias na construção civil tem trazido cada vez mais desafios para o setor, sendo o maior deles a falta de produtividade e a queda na eficiência das operações.

 

Como as grandes construtoras têm se preparado para o novo cenário?

Apesar dos desafios, as construtoras têm se reunido para pensar em estratégias que possam contribuir para a implementação de inovações tecnológicas na construção civil. 

 

Um dos exemplos de ações responsáveis por disseminar estas estratégias foi o Webinar promovido pelo SindusCon-SP, encontro no qual Yorki Estefan, presidente da SindusCon-SP e diretor de engenharia da Conx Construtora e Incorporadora, participou junto a outros especialistas.

 

Já durante a abertura do evento, Estefan enfatizou a importância do aumento da atividade para o desenvolvimento do país. “Se não alcançarmos mais produtividade na construção, não conseguiremos atender aos objetivos dos programas habitacionais da União, Estado e Prefeituras”, afirmou ele. 

 

A apresentação seguiu, ministrada por Paulo Aridan Soares Mingione, coordenador do Grupo de Trabalho, Industrialização e Produtividade no Comitê de Tecnologia e Qualidade (CTQ) do SindusCon-SP. Durante a sua fala, foram abordados os três principais elementos da responsabilidade das empresas de construção na busca por uma maior eficiência:

 

Aprimoramento dos processos

Incluem a otimização dos procedimentos e adoção de métodos industrializados, como o uso de elementos pré-fabricados e kits, além da aplicação de conceitos de modularidade, padronização e construção modular para alcançar economias de escala. 

 

Outro ponto de destaque diz respeito à capacitação de projetistas, engenheiros e técnicos, para refinamento do planejamento e da logística. Além disso, a adoção de sistemas industrializados, abertos ou fechados, segundo as necessidades de cada projeto faz parte deste aprimoramento.

 

Melhoria na gestão das obras

É nítida a gestão mais eficiente de projetos e documentação no local de construção, tendo em vista a utilização de modelos BIM (Building Information Modeling) e a incorporação de dispositivos como notebooks, smartphones e tablets no gerenciamento da obra.

 

Através da integração de tecnologias como drones, scanners 3D, IoT (Internet das Coisas), nuvem de pontos e realidade aumentada e a aplicação da inteligência artificial, tarefas de planejamento, recebimento de materiais, gestão de estoque, programação de insumos e recursos podem ser efetuadas em tempo reduzido.

 

Além disso, o aumento do número de investimentos na formação de empresários e novos gestores, por meio de cursos oferecidos pela Universidade Corporativa SindusCon-SP, visa a reeducação das lideranças para processos mais ágeis e eficientes.

 

Desenvolvimento de mão de obra qualificada 

Para enfrentar a escassez de trabalhadores no setor é necessário tornar as carreiras na construção mais atraentes, promovendo tarefas menos físicas, oportunidades de crescimento organizado nas empresas, estímulo à inovação, reconhecimento adequado dos colaboradores e uma maior remuneração, sem custos desnecessários.

 

Além disso, existem outras alternativas para capacitação dos colaboradores, como, por exemplo, através de parcerias com instituições, empresas e organizações como Senai-SP e Sesi-SP. Outra iniciativa que o SindusCon-SP está realizando em parceria com o Sebrae-SP para a formação dos pequenos prestadores de serviços

 

Que perspectivas estão sendo discutidas sobre a implantação de novas tecnologias na construção civil?

Ainda sobre a importância de concentrar esforços na produção em larga escala, Paulo Aridan Soares Mingione reconheceu que a implantação de tecnologias, como a construção modular, por exemplo, seguem como um desafio a ser superado. Bem como mencionou que a principal barreira para a expansão da indústria de pré-fabricados é a modularidade, seguida da logística.

 

Mingione também destacou que a construção será chamada a contribuir para a descarbonização da economia, o que pode ter impactos econômicos negativos, ressaltando que estão cientes das medidas necessárias para impulsionar a produtividade e acreditam que estão no caminho certo para avançar, enfrentando as mudanças com otimismo.

 

Como uma área que gera grande impacto na economia, quando o segmento de construção civil está em baixa, há uma queda no índice de investimentos, o que está diretamente atrelado às altas taxas de juros.

 

Em entrevista a Globo News, Yorki Estefan analisa o cenário por outro ponto de vista, atrelando a diminuição de investimentos à queda no número de empreendimentos lançados em 2023. Em contraponto, esse número se manifesta de forma diferente em obras públicas que têm tomado proporções maiores de lançamento, quando comparadas com empreendimentos de alto padrão.

 

Como utilizar os avanços tecnológicos a favor das construtoras?

Os avanços tecnológicos estão mudando a maneira como a construção civil opera. São muitas as novas tecnologias no segmento que tornam as obras mais exatas e eficientes. 

 

Um dos exemplos é a projeção em 3D, que permite criar um modelo virtual do projeto e apresentá-lo aos clientes. Com essas projeções, é possível ter medições mais precisas do espaço, oferecer treinamento aos funcionários e detectar problemas antes de iniciar o projeto de obra. 

 

Além disso, o uso avançado do GPS também traz muitas vantagens, sendo possível utilizá-lo para gerenciar máquinas e tornar o uso do maquinário mais otimizado.  Outra alternativa é utilizá-lo junto a drones, cada vez mais presentes na construção civil para captação de imagens e informações em tempo real. 

 

E por último, a realidade aumentada também pode contribuir para o setor. Com o objetivo de mesclar a visualização do mundo real com elementos virtuais, ela possibilita, por exemplo, visualizar a perspectiva de uma obra finalizada sem sequer ter começado a construir. 

 

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